CURSO TÉCNICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS  (TRIÉNIO 1999/2002)

Marco Fontes

Eu escolhi tirar o curso de Instalações Elétricas na Escola Profissional de São Jorge porque ia ao encontro do meu gosto por eletricidade e eletrónica e porque também ia ao encontro do trabalho que já exercia na altura como ajudante de eletricista.

Encarei o curso como uma oportunidade excelente de me dotar de capacidades técnicas e credenciais para exercer a profissão de eletricista e abrir os meus horizontes profissionalmente.

Na Escola Profissional de São Jorge encontrei abundância do conhecimento que desejava adquirir, professores capazes e empenhados em ensinar e toda uma estrutura que permitiu aprender e realizar estágios numa boa empresa que me ofereceu emprego no fim do curso, embora tenha optado depois por outra.

O estágio foi muito importante porque foi a ponte entre aquilo que aprendia nas aulas e a sua aplicação na prática, funcionando como um complemento para a consolidação dos conhecimentos.

Durante os anos do curso, senti uma direção e um corpo docente atentos e interessados no bem-estar dos alunos e sempre senti que o meu potencial era reconhecido e valorizado até por alguns trabalhos que me atribuíam para realizar de forma autónoma nas instalações da escola e fora dela.

Por tudo isso, fiquei muito satisfeito com o meu curso e se voltasse atrás não hesitaria em tirá-lo novamente, pois foi a plataforma para todo o desenvolvimento profissional que tive de seguida. É raro o dia que não recorra a conhecimentos adquiridos no curso.

Considero o ensino profissional como sendo a via mais direta e uma das mais eficazes para direcionar as pessoas para uma área de trabalho que gostem realmente e para a qual desejam se habilitar. Os estágios são portas abertas para o mercado de trabalho e oportunidades que as empresas têm para encontrarem bons profissionais.

Para além das competências técnicas que se adquire na escola, esta também se esforça por integrar os alunos de forma ativa e cooperante na comunidade através de várias iniciativas e no apoio a problemas específicos que muitos formandos apresentam quando ingressam na escola.

Para aqueles que estão a tirar ou ponderam tirar um curso profissional, gostaria de transmitir a ideia de que um curso profissional deve ser a base ou o alicerce para se construir todo um desenvolvimento intelectual e profissional que depende em primeiro lugar da própria pessoa.

Deve-se entrar num curso de que se gosta, que nos leve a uma profissão que queremos mesmo exercer ou que permita prosseguir estudando na área que queremos. Nunca se deve esperar um curso perfeito, porque esses não acredito que existam. Assim como na vida, existem aspetos positivos e outros negativos e é necessário construir o conhecimento, aproveitando ao máximo aquilo que nos chega às mãos, seja nas aulas ou nos estágios e compensando eventuais lacunas com empenho e proatividade, querer aprender, questionar, e por vezes, ser autodidata. Nunca permitam que o desinteresse de outros ou descrença de pessoas estranhas afete a vossa aprendizagem. Afinal de contas, o principal beneficiado é quem sai mais bem preparado para a vida profissional.

Como nem tudo se resume a estudar e trabalhar, também há que aproveitar todo o companheirismo e experiências de se estudar numa escola profissional!!!

Marco Fontes

CURSO TÉCNICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS  (TRIÉNIO 1999/2002)

TÉCNICO DE TELECOMUNICAÇÕES – GLOBAL EDA

FORMADOR DA EPISJ